INGRID BRINCANDO DE BICO... UMA "GRAÇA", adoro brincar com a minha princesinha...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O BOSQUE E OS ANIMAIS

UMA HISTÓRIA INFANTIL



Essa história tem inicio como todas as histórias de conto de fadas.
E todas as histórias de conto de fadas se inicia assim:
Era uma vez...
Uma fada menina de cabelos cor de ouro, pele alva como a neve, olhos verdes profundos, sorriso aberto na ingenuidade e inocência de seus oito anos.



Se chamava Ana e, gostava muito de brincar e correr por entre as árvores do bosque, que ficava muito próximo a sua casa.




Ela tinha o Dom de conversar com os animais e as árvores e, as pessoas da cidade se maravilhavam diante desse poder de comunicação entre Ana e a natureza. Achavam estranho, más acreditavam.






Um dia o sol amanheceu mais brilhante do que todos os dias, e o céu mais azul que o azul do mar. Ana acordou diante dessa maravilhosa luminosidade e rapidamente correu a cozinha e, na pressa de sair para o bosque pegou uma maçã e saiu cantarolando uma alegre música.



Ao chegar ao bosque encontrou a árvore Carvalho chorando muito, e ela perguntando o que tinha acontecido a árvore falou que estava muito triste porque vieram uns homens no inicio do raiar do dia, olhar o bosque e dizer entre eles, que o bosque ia ser urbanizado e que para isso acontecer seria necessário o sacrifício de algumas árvores.
Ana começou a chorar também, e em poucos minutos, as outras árvores começaram a chorar e lamentar.

Os animais do bosque começaram a ouvir o lamento de tristeza, e em breve ao redor de Ana e das árvores formou-se uma grande manifestação contra a urbanização do bosque.








O senhor Mico Leão Dourado, foi o primeiro a se manifestar falando que isso não poderia acontecer, pois sua família já se encontrava em extinção e que ele seria exposto a sanha dos que viessem fazer a tal urbanização.





A amiga Arara Azul também concordou e, os demais animais como, as capivaras, os coelhos, os gatos maracajás, o elefante e todos os outros habitantes do bosque decidiram que Ana seria a intermediária entre eles e os homens da Urbanização.




Ana perplexa sem saber por onde iniciar a luta em defesa do bosque, saiu em direção a sua casa muito triste, mas decidida a assumir esta causa em favor de seus amigos.
Ao chegar em casa, recolheu-se ao quarto e recusou se alimentar.
Ana só fazia pensar... e pensar... e pensar !
Seu pai notando a ausência da menina foi até seu quarto e, após várias tentativas para Ana falar porque estava triste, a menina lhe contou todo o ocorrido.
Seu pai ouviu tudo, e disse que ele iria se informar sobre a urbanização e que medidas seriam possíveis para evitar a mutilação das árvores e a preservação dos animais.





Ana ficou um pouco alegre. Saiu do quarto, se alimentou, lhe voltou o sorriso nos lábios cor-de-rosa. Agora eram dois a pensar. E teriam de pensar rápido. E pensaram tão rápido que chegaram a conclusão de que esta ação teria de ser coletiva, e para ser coletiva teria que ter o envolvimento da cidade. Decidiram que pela manhã do dia seguinte eles iriam de casa em casa pedir o apoio da pequena cidade onde residiam.

E assim foi feito. Pela manhã saiu Ana e seu pai a pedir pela urbanização do bosque sem prejudicar as árvores e os animais. As pessoas da cidade aderiram ao movimento. E logo Ana e seu pai estavam em verdadeira comitiva a percorrer a pequena cidade.
Os moradores se organizaram, fizeram abaixo-assinado, faixas, e foram na sede da prefeitura do Município para falar com as autoridades competentes.
Foram bem recebidos pelos o Prefeito da cidade, que chamou a seu gabinete, os engenheiros arquitetos, responsáveis pelo o projeto de Urbanização do bosque.
Eles se comprometeram de revisar todo o projeto, e dar uma resposta o mais breve possível.





No dia seguinte Ana foi ao bosque contar a novidade. As árvores e os animais ficaram alegres e confiantes.
Após quinze dias a prefeitura chamou os representantes do movimento e comunicou que o projeto foi revisado. E que nenhuma árvore seria danificada. A praça e o prédio de coordenação do bosque seriam construídos a frente do bosque e que com isso, o bosque continuaria sem modificações. O bosque seria tombado como Patrimônio da cidade.




Os membros da comissão ficaram muito felizes com a decisão da prefeitura. E saíram radiantes agradecendo a compreensão e sensibilidade do prefeito.

Ana correu as pressas ao bosque para contar a decisão da prefeitura. As árvores, os animais não cabiam em si de contentamento. E diziam a todo momento:
“ Nós sabíamos que Ana era nosso anjo intermediário. Confiamos nela porque somente ela poderia nos ajudar”.
E de repente uma pequena festa se iniciou no bosque. O Carvalho chorava agora de felicidade. As laranjeiras sacudiam as folhas jogando ao chão suas laranjas maduras. O coelho começou a cantar e a dançar. O elefante a fazer gracejos com sua enorme tromba. A Arara Azul vaidosa exibia sua bela plumagem. Os outros animais a rir e gritar de felicidade.











Ana cantava, dançava e sorria o tempo todo.





Ao cair da tarde Ana se despediu de seus amigos do bosque e foi para casa.
Pelo caminho ia pensando. Pensou que sozinha nunca poderia ter feito nada. Precisou da ajuda de seu pai, que precisou da ajuda das pessoas da cidade.
Nessa noite Ana dormiu com um semblante de paz estampado em seu inocente rosto.
E a história termina como terminam todas as histórias de conto de fadas:
Foram felizes para sempre!

Moral da História: A UNIÃO FAZ A FORÇA
(Cáritasouzza)(Imagem da net)
(OBS: Estava sem título...eu que coloquei)

2 comentários:

Graça disse...

Graça, muita luz a você também!
Que blog lindo e que netinha mais linda! Esses olhinhos me encantaram...
Beijinhos à Ingrid, que vai ter muito orgulho da vovó coruja quando entender!!!
Abraços.
Voltarei.

Anne Lieri disse...

MARAVILHOSA HISTÓRIA!Já vi que vou gostar de passear por aqui!Linda e comovente história!Seu blog é lindo demais!Legal vc ser amiga da Soninha,eu sou fã dela!Parabéns!Bjs,

Vou retribuir sua visitinha...